Explicado
robots.txt é uma convenção que remonta a 1994: um arquivo de texto simples na raiz de um domínio que lista quais user-agents (crawlers) têm permissão ou não para acessar quais caminhos de URL. Mecanismos de busca (Google, Bing) e crawlers bem-comportados o respeitam. O arquivo é publicamente legível: você pode buscar o robots.txt de qualquer site diretamente (`curl https://example.com/robots.txt`) e ler o que o proprietário do site quer que os crawlers façam.
O Robots Exclusion Protocol é puramente consultivo. O servidor web não aplica as diretivas do robots.txt: ele apenas as publica. Um crawler mal-comportado pode ignorar o robots.txt e o site ainda assim entregará as URLs solicitadas. A aplicação vem da política dos mecanismos de busca (o Googlebot não indexará páginas proibidas no robots.txt) e de consequências legais/reputacionais quando scrapers comerciais ignoram a intenção explícita do proprietário.
Para scraping comercial, o robots.txt importa de duas formas. Legalmente, ignorar uma diretiva `Disallow` explícita pode ser citado como evidência de acesso de má-fé em casos de CFAA/uso indevido de computador (especialmente nos EUA após a decisão hiQ v LinkedIn). Operacionalmente, sites que proíbem caminhos específicos costumam ter proteção anti-bot mais forte nesses caminhos: `Disallow: /search` geralmente significa que fazer scraping de `/search` acionará defesas mais pesadas do que fazer scraping do restante do site.
Como Funciona
Quando um crawler começa em um domínio, ele busca `/robots.txt` primeiro e analisa as diretivas. O arquivo usa uma gramática simples: blocos `User-agent:
O crawler então verifica cada URL que considera buscar em relação às regras e pula os caminhos não permitidos. Alguns crawlers armazenam o robots.txt em cache por 24 horas; crawlers de produção maduros atualizam com mais frequência para capturar mudanças.